O voto e o bem comum

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Muito se fala em bem comum.

Nas nossas conversas com amigos, vez por outra alguém fala em bem comum.

Mas a questão é.

O que realmente é bem comum?

Quando falamos em bem comum, estamos nos referindo a algo que pertence a todos ou estamos nos referindo a algo que deveria pertencer a todos?

Bem comum, na verdade, é uma expressão que provem do latim e que une o bem e aquilo que é comum.

Então, bem comum pode ser a união do bem, a junção de um conjunto de boas ações levada pela humildade e pela sabedoria, com uma comunidade ou com um grupo de pessoas.

Bem comum é o conceito generalizado de muitas áreas do conhecimento da cultura da humanidade que define os benefícios que podem ser compartilhados por várias pessoas.

Na filosofia – ensinam os estudiosos  – o bem comum está ligado à ideia de progresso que deve permear todas as sociedades, sendo portanto uma busca de igualdade entre as pessoas.

Platão e Cícero, grandes filósofos da antiguidade, por exemplo, entendiam que a consciência do bem comum deve ser tratada como sinônimo de interesse comum.

E interesse comum é quando todos se voltam para a preservação dos valores e dos bens que possam fazer a felicidade dos homens.

O bem comum na filosofia é, portanto, o mesmo bem comum que cria as bases para definir os interesses públicos que possam proporcionar melhores condições de vida às pessoas.

Diante de tudo isso, é necessário que se estabeleça a importância do voto no contexto do bem comum.

Alguém, com certeza, há de perguntar o que o voto tem a ver com isso.

O voto é, na verdade, a essência do bem comum.

O voto é – e tem que ser sempre – sinônimo de solidariedade e de busca do bem comum.

Quando o eleitor simplesmente ignora isso, joga fora a grande oportunidade de contribuir para o bem comum de sua comunidade, joga fora a oportunidade de ouro de contribuir decisivamente para o desenvolvimento de sua cidade, de seu estado e de seu país.

O voto perde completamente a sua poderosa força de transformação quando é usado de forma equivocada, quando é trocado por algo ou quando é simplesmente vendido.

É preciso, é necessário, que o eleitor brasileiro – o eleitor piauiense incluído – tente criar uma espécie de consciência coletiva sobre a importância do voto para o bem comum.

E, finalmente, deixe de lado essa ideia tola de que o voto é para o seu próprio usufruto.

Chico Leal – Opinião Jornal da Teresina I Edição (12.03.18)

08:09

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