As guerras só devem ser feitas para libertar os povos

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Para que serve uma batalha? Para que serve uma guerra?

Muitos países vivem em guerra permanente, com os Estados Unidos. Na busca constante do imperialismo, da dominação, da supremacia sobre outros povos, tentando auferir lucros, ganhar dividendos, explorar os mais fracos.

A história registra batalhas e guerras por causa do poder. Não foram os povos que fizeram as guerras. Foram seus líderes. Talvez até para satisfazer o seu ego, fazer vingar o seu egocentrismo, tal como Hitler, que, na ânsia enganosa de que o povo alemão era puro e superior, provocou uma guerra envolvendo a maioria dos países até então existentes. Um louco, talvez. Um maluco que sacrificou o próprio povo.

Todavia, como é comum, a guerra mundial da primeira metade do século passado propiciou o progresso da ciência, da tecnologia, favorecendo, inclusive, o surgimento, mais tarde, da internet que hoje tanto nos auxilia, facilitando a vida contemporânea.

Os exércitos, as forças armadas, são instrumentos de defesa da Pátria. Foi assim durante o correr dos tempos aqui e em outros lugares. Reis e presidentes, ditadores e líderes arregimentaram jovens para a formação dos seus exércitos, os quais, para garantir a soberania da sua terra, guerrearam em defesa da pátria.

Para que serve uma batalha? Para que serve uma guerra?

Serve para garantir, portanto, a soberania do povo de um lugar. Foi assim historicamente, mesmo que, em determinados momentos, tal povo tenha sido usado pelos governantes, guerreiros insanos que causaram mortes e dominação.

Pois bem. Também tivemos a nossa guerra. Aqui pertinho, a 84 quilômetros da Teresina que ainda não existia e que era apenas uma vila de pescadores na beira do Poti. Nas margens e no leito do riacho Jenipapo, em Campo Maior deu-se a nossa guerra.

A nossa guerra, a batalha do Jenipapo, foi semelhante às outras. Foi uma pequena guerra perdida, naquele momento, que, depois, consagrou a nossa liberdade, a nossa independência, a independência de um povo que se formava e que ainda se forma e se transforma.

A nossa guerra, a batalha do Jenipapo, a exemplo das outras, que só assim ocorre, teve seus líderes, os quais convenceram as pessoas simples, humildes, pequenos trabalhadores do campo, a engrossar as fileiras em defesa da liberdade, cansados que estavam do jugo português.

Nossos líderes merecem o nosso respeito e o nosso carinho porque viram, sentiram que era chegado o momento de nos libertarmos para crescermos sem a usura portuguesa, a qual, ao explorar nossa terra, massacrava nossa gente, principalmente a gente humilde, sem força, escrava.

Ao mesmo tempo em que reconhecemos a luta dos nossos maiores que a história guarda como heróis, temos de perguntar o que foi feito da nossa liberdade. Para que morreram cerca de 600 ou 800 piauienses, cearenses e maranhenses na batalha do Jenipapo?

Para que serve uma batalha? Para que serve uma guerra?

Uma guerra só deve servir para libertar um povo!!!!!!!

A nossa batalha do Jenipapo não nos libertou. Apenas morremos com ela. Mas, quando morremos com a batalha do Jenipapo, também aprendemos a gritar por liberdade.

A liberdade que ainda não conquistamos.

Para encerrar, pergunto com o poeta: Quantas guerras teremos de vencer por um pouco de paz?

Esta é a ideia, guerreiras e guerreiros piauienses.

Domingos Bezerra Filho

Opinião no Jornal da Teresina 2ª Edição de 13.03.18.

 

 

 

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