As pesquisas e a verdade

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Alguém seria capaz de inflar seus próprios números em pesquisa eleitoral?

Um candidato seria capaz de determinar a um instituto que promova sua própria escalada nessas sondagens de opinião?

No mundo em que vivemos há sempre alguém capaz de qualquer coisa. Os fatos atestam isso.

Mas o problema maior não é este. O problema é saber por que alguém faz isso, se é que alguém realmente faz isso.

Ao fazer isso o candidato pode até está  enganando o eleitor, passando uma imagem que não existe, mas o primeiro enganado é ele, o próprio candidato.

Sem falar que quem age assim está cometendo uma fraude. E fraude é crime, inclusive no Brasil, por mais incrível que isso possa parecer.

Não se trata aqui de desvalorizar pesquisas. Ao contrário, a pesquisa é um importante instrumento em qualquer campanha eleitoral, desde que seja conduzida de maneira correta e de forma honesta.

A pesquisa é um útil instrumento de orientação ao candidato, sem dúvida.

E por ser importante e muito influente em todo processo eleitoral exige uma maior fiscalização por parte da justiça.

A pesquisa eleitoral, queira ou não, mexe com a mente de muitos eleitores.

Mexe principalmente com a mente daqueles eleitores que costumam votar em quem está na frente nas pesquisas eleitorais, mesmo que não tenha qualquer afinidade com ele.

A pesquisa, portanto, pode assim alterar resultados a partir do poder que exerce sobre determinada faixa do eleitorado.

A pesquisa eleitoral deve ser apenas uma informação a mais sobre a eleição, mas, infelizmente nem todos aceitam assim.

Para  muitos, os números das pesquisas se apresentam como fato consumado. São divulgados como se a eleição estivesse definida a favor de A ou B.

O eleitor, sobretudo o eleitor piauiense, precisa entender que entre  a pesquisa e a eleição  existe uma coisa muito importante, sem o qual ninguém se elege.

Entre a pesquisa e a eleição existe o voto; existe o seu voto.

Quem elege é o voto. E o voto é seu e de mais ninguém. Só você pode dispor do seu voto, ele é intransferível e deve representar a sua vontade.

O voto, aliás, tem que ser a representação de sua vontade,  nunca a manifestação da vontade de terceiros.

Rui Barbosa disse certa vez que ninguém é suficientemente competente para governar outra pessoa sem o seu consentimento.

O voto tem que ser consciente, fruto do seu desejo, da sua vontade, para que possa representar a sua efetiva participação nos destinos do seu estado e do seu  país.

Como disse o líder indiano Mahatma Ghandi, o futuro dependerá daquilo que fazemos no presente.

Não esqueça isso.

Chico Leal – Opinião Jornal da Teresina I Edição (11.09.18)

08:41

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