Marielle Baía

Marielle Baía

Vida Financeira a dois

Marielle Baía *

Dinheiro tem sido um dos principais motivos dos conflitos nas famílias e por isso, muitos casais têm vivido o processo de separação. No primeiro momento da união, o dinheiro é para realizar os sonhos da família, mas com pouco tempo ele se torna um vilão. O problema é que não somos preparados para lidar com o próprio dinheiro, imagina para dividir essa responsabilidade com a família. Já começamos a vida a dois sem regras estabelecidas, sem sonhos definidos, sem um diagnóstico financeiro da família e quando paramos para analisar essa realidade, o problema já está causando conflitos.

Com dinheiro não se brinca, devemos respeitá-lo e fazê-lo trabalhar a nosso favor. Brincar com dinheiro é colocar em risco seus sonhos, aqueles que você suou a camisa e se dedicou para realizar. A família é um dos sonhos que você definiu e por isso também deve ser planejada. Algumas perguntas: Você merece trabalhar e no final do mês ser um mero pagador de contas sem conseguir realizar seus sonhos e objetivos? Você merece um parceiro(a) que seja um peso para você porque só gasta e não se preocupa com a realização dos sonhos da família? Você merece trabalhar o dia todo e no final do dia chegar em casa pensando em descansar e a conversa ser cobranças sobre dinheiro?

Primeiramente, até mesmo antes de casar, você deve buscar fazer um curso sobre vida financeira, da mesma forma que se faz um curso de noivos. A regra número 1 é que o casal precisa dialogar sobre dinheiro. Dialogar é definir juntos os sonhos e objetivos a serem alcançados, com planejamento sobre custo, prazo, valor a poupar por mês e ações de economia. Outra situação importante é a definição clara do padrão de vida da família. Quanto ganhamos? Quanto gastamos? Com que estamos gastando? Quanto estamos poupando? Está sobrando dinheiro para reserva estratégica? Está faltando? Resposta simples: seu padrão de vida deve estar condizente com seus ganhos e caso seus gastos estejam acima dos ganhos, a primeira solução é adequar essa realidade.

Veja algumas dicas abaixo que te ajudará na relação com o dinheiro e família:

  1. Definição de regras claras sobre o dinheiro: quem será responsável pela administração do dinheiro ou se os dois (desde que definidos as atribuições e regras), definição das prioridades, o que significa o dinheiro para a família, como deve ser tratado, o que cada um vai arcar;
  2. Definição do padrão de vida da família: esse padrão de vida nada mais é que uma definição de um orçamento que caiba no seu bolso. Para isso, é necessária a realização de um diagnóstico da vida financeira familiar através do levantamento das receitas e gastos da família separados por categoria. Esse diagnóstico deve ser repetido pelo menos uma vez ao ano como forma de prevenir problemas, redesenhar ações e manter o equilíbrio familiar;
  3. Dinheiro como meio para realização de sonhos: o dinheiro deve ser visto como meio e não como fim. Ele é um meio de realizar seus sonhos e objetivos de vida. Já os sonhos são sua motivação para poupar. Por isso, esses sonhos devem estar definidos para curto, médio e longo prazo e todos da família devem participar;
  4. Todos da família devem estar engajados na proposta: O esforço da poupança deve ser de todos, inclusive filhos, caso tenham. De nada adianta um só poupar e ou outro gastar, pois acontece um desequilíbrio gerador de conflito. Deve-se realizar uma reunião familiar onde todos relatam seus sonhos individuais e também os coletivos. Depois se faz o orçamento e definem as ações;
  5. Ações claras com objetivos definidos: qual o sonho, quanto custa, em quanto tempo será realizado, quanto poupar por mês para cada sonho. Esses dados pré-definidos devem ser respeitados e o que for acordado só deve ser alterado caso aja concordância das partes;
  6. Decidam ser investidores: comece poupando pelo menos 10% dos ganhos para realização de sonhos. Não se esqueça de investir na independência financeira, pois você merece ter qualidade de vida em sua melhor idade. Planeje sua independência financeira e defina o dia que vai se aposentar ou que vai trabalhar por prazer.

Aproveite essa leitura e faça junto com sua família. Esta é uma boa ocasião para incorporar a prática de um orçamento diferente, que priorize os sonhos. Nele, são registrados os ganhos, subtraídos os valores necessários para realizar os sonhos e adequar as despesas ao saldo. Com os sonhos estabelecidos, a família terá mais facilidade para poupar dinheiro e conquistar o que deseja, pois quando o sonho vem primeiro, o consumo desenfreado perde a força. Quando o casal começa uma relação com planejamento de sonhos em família e com estruturação financeira, com certeza a chance de essa relação frutificar é bem maior. Torcendo por você!

 

* Marielle Baía, Psicóloga, Life e Business Coaching (IBC), Educadora Financeira, Especialista em Gestão Empresarial (FGV) e Pessoas (UFPI), Vice-Presidente da ABRH-PI, Vice-Presidente da ABEFIN, Professora de Pós-Graduação, Consultora na área de Gestão e Pessoas, Sócia-Administradora da Franquia DSOP Educação Financeira- Unidade Teresina.

Aposentadoria x Independência Financeira

Marielle Baía *

A Reforma da Previdência tem sido um dos assuntos mais comentados nesses últimos dias. Uma necessidade que se arrasta e que vai pegar muitos de surpresa. Quer uma surpresa maior ainda? Você chegar na idade de “se aposentar” e não ter o sustento mínimo para sobrevivência, aquele mesmo que tinha quando trabalhava. Essa sim, pode deixar você numa situação que nunca esperou! Quer ver um exemplo: você em algum momento da vida já parou para programar sua aposentadoria? Você estima o ano e a renda que vai se aposentar? Você sabe o valor em média do seu padrão de vida hoje? Você investe na sua aposentadoria?

A maioria das pessoas nunca parou para pensar a planejar sua aposentadoria, ou melhor, sua independência financeira. Existe uma diferença entre ser aposentado e ser independente financeiramente, pois o primeiro não garante que seu ganho supra suas necessidades. Apenas 1% dos aposentados são independentes financeiramente (IBGE). A grande maioria depende de parentes, precisa continuar trabalhando ou vive de ajuda.

Você já deve ter escutado falar em independência financeira, mas talvez de forma diferente. Como não fomos ensinados a poupar, mas sim a consumir, aprendemos que ser independente é sinônimo de não precisar de alguém para o sustento, é ter emprego estável, é ter um salário mensal que paga as contas. Sim, isso também pode fazer parte da sua independência financeira, mas não somente isso. Vou começar fazendo uma pergunta a você: Se a partir de hoje, você não recebesse mais o seu ganho mensal, por quanto tempo conseguiria manter o seu atual padrão de vida? Antes de continuar a leitura, pare e responda a si mesmo.

Pois é, provavelmente você tenha respondido por pouco tempo ou até mesmo apenas enquanto durar o seguro desemprego. Isso significa que você anda longe da independência financeira. Mas não fique triste, nunca é tarde para recomeçar. Comece agora e busque garantir seu futuro sem deixar de usufruir o presente.

Ser independente financeiramente é trabalhar por prazer, é alcançar uma renda perpétua, de forma que você consiga manter o seu padrão de vida por tempo indeterminado. Pensou que seria impossível? Pois tenho uma notícia boa para você: talvez mais fácil do que você imagina! Vamos lá:

  1. Ganhe dinheiro: para começar não tem jeito, tem que ter investimento de trabalho. Procure algo que você mereça ou faça por merecer! Como falamos no artigo anterior, empreenda seu emprego/negócio.
  2. Gaste menos do que ganha: tenha padrão de vida inferior ao que ganha, pois assim poderá poupar para sua independência financeira;
  3. Faça um diagnóstico dos desperdícios na sua vida: todos nós desperdiçamos em média 30% do que consumimos. Tomar consciência disso, já nos traz uma grande economia que pode ser transformada na realização dos sonhos;
  4. Invista em sonhos/objetivos: todos nós temos sonhos e merecemos essa realização. Colocá-lo em prática te dá empoderamento, motivação para continuar e autoconfiança. Você deve sempre investir em sonhos de curto, médio e longo prazo, vivendo o hoje sem esquecer o amanhã;
  5. Tenha como sonho obrigatório sua Independência Financeira: reserve no mínimo 10% de seu ganho para este fim, de forma que em uma data planejada você possa alcançar esse sonho. Quanto mais cedo começar, mais cedo e com um percentual de reserva menor conseguirá. Necessário foco e hábito, por isso faça mensalmente aporte de valores, antes mesmo do pagamento das despesas, pois os sonhos são prioridade e devem ser respeitados. Um bom orçamento fará com que honre todos seus compromissos.

É muito importante que você dedique tempo e estudo para este fim. Existem cursos, livros e profissionais especialistas no assunto que podem ajudar você a encontrar em números a sua independência financeira. Investir/Garantir seu futuro financeiro desde cedo ou a partir de agora, te dá segurança, qualidade de vida e motivação para chegar na “melhor idade” com estabilidade e autonomia.

Conte comigo para maiores informações: marielle.baia@dsop.com.br

* Marielle Baía, Psicóloga, Life e Business Coaching (IBC), Educadora Financeira, Especialista em Gestão Empresarial (FGV) e Pessoas (UFPI), Vice-Presidente da ABRH-PI, Vice-Presidente da ABEFIN, Professora de Pós-Graduação, Consultora na área de Gestão e Pessoas, Sócia-Administradora da Franquia DSOP Educação Financeira- Unidade Teresina.

Manter e Aprimorar seu Emprego/Negócio com Educação Financeira

Marielle Baía *

Educação Financeira para sua empresa é requisito básico de sobrevivência. Sabemos que tem muitos empreendedores com habilidades incríveis para empreender e por isso conseguem alavancar um negócio viável e lucrativo. Porém, aqueles que não sabem cuidar e respeitar o dinheiro, acabam por “quebrar” a empresa, com comportamentos e hábitos equivocados.

Por outro lado, também existe o existe o empreendedor de seu próprio emprego, aquele que chamamos de funcionário, de prestador de serviço, de ser humano. Este também, quando educado financeiramente, promove excelentes resultados na sua função. Do contrário, promove situações desagradáveis a si mesmo e conseqüentemente na empresa.

Para exemplificar, começo com a seguinte pergunta: Você contrataria uma pessoa que não cuida bem dos próprios filhos para cuidar do seu filho(a)? Você gostaria de ser orientado por uma pessoa que não dá bom exemplo? Pois é, a empresa provavelmente também não. As empresas priorizam pessoas que cuidam do que é dela, como se fosse seu. Pessoas se preocupam com redução de custos, até mesmo por uma necessidade de se manter no mercado. Por isso, a importância de você empreender seu emprego, função, negócio, casa, vida e tudo o que se propõe a fazer! As empresas a cada dia mais estão observando comportamentos, hábitos e caráter como principais características nas pessoas, já que a parte técnica pode ser treinada sempre que necessário.

Empresa não segura funcionário, mas sim o funcionário é que segura seu emprego. Como? Fazendo sua parte e sendo um verdadeiro representante do seu negócio. Você está representando a empresa e é DONO da sua função, por isso quanto mais investir nela e fizer bem feito, melhores resultados vai colher.

A educação financeira nos dias de hoje é um diferencial na carreira do profissional. Este, quando educado financeiramente, não faz esforço para cuidar da empresa que trabalha, pois já pratica isso em sua vida. Desperdiçar energia, descartáveis, tempo de trabalho, água, papel, dentre outros, é algo cultural nas empresas. Essas economias, ao final de um ano, fazem diferença no orçamento da empresa e os benefícios podem ser revertidos para a sustentabilidade do seu emprego.

O colaborador educado financeiramente cuida da empresa da mesma forma que cuida de seus bens, mas o contrário também é verdadeiro. Se ele não tem cuidado com os próprios bens, será que terá cuidado com os da empresa? Esse é o pensamento que empresários tem ao se tratar da educação financeira dos colaboradores.

Você precisa valorizar e reconhecer a importância de cada conquista para SER uma pessoa diferente, pois são os pequenos atos que faz a grande diferença. Precisamos cuidar e priorizar algumas questões básicas de nossa vida e uma delas é o dinheiro. Este, quando respeitado, traz excelentes conquistas. Respeitar o dinheiro significa conquistar objetivos, realizar sonhos! Do contrário, você é um mero pagador de contas que ao final do mês não consegue identificar o que fez com seu dinheiro.

Você já ouviu falar naquela pessoa que ganha salário mínimo, mas tem casa própria, transporte, etc? E também aquela pessoa que ganha bem, mas que vive apertado e endividado? Sugiro a você que comece fazendo o exercício de perguntar como essa pessoa tem feito para alcançar aqueles resultados. Essa experiência prática vai te fazer perceber que é possível e que o grande diferencial estão nos hábitos e comportamentos.

A empresa também pode contribuir com a mudança dessa realidade através do  investimento na saúde financeira do colaborador. A educação financeira serve como ferramenta para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, além de aumentar a produtividade de sua empresa. Também auxilia na redução do absenteísmo (ausência do funcionário no local de trabalho), na melhora no clima organizacional e no fortalecimento do vínculo com a organização.

O investimento pode ser dos dois lados: a empresa com implantação de programas de educação financeira na organização e os colaboradores com a visão de empreender seu emprego/negócio e corrigir o que está errado. Por isso, pare de murmurar da vida e da falta de sorte. Ao invés disso, tome ATITUDE a partir de agora e promova algumas mudanças de hábitos errados em relação ao dinheiro! Desejo boa sorte!

* Marielle Baía, Psicóloga, Life e Business Coaching (IBC), Educadora Financeira, Especialista em Gestão Empresarial (FGV) e Pessoas (UFPI), Vice-Presidente da ABRH-PI, Vice-Presidente da ABEFIN, Professora de Pós-Graduação, Consultora na área de Gestão e Pessoas, Sócia-Administradora da Franquia DSOP Educação Financeira- Unidade Teresina.

marielle.baia@dsop.com.br

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